Wednesday, March 14, 2018

Luciane Moessa defends breastfeeding as a duty

Luciane Moessa de Souza, lawyer and director of Soluções Inclusivas Sustentáveis, fiercely defends the idea that mothers do not have the freedom, but the “obligation” to breastfeed their children.  The Phd’s opinion is consistent with the law...
oOf the United Arab Emirates.

Tuesday, February 27, 2018

Luciane Moessa defende dever de amamentar

Luciane Moessa de Souza, advogada, defende ferozmente a ideia de que as mães não têm o direito, mas sim o”dever”, de amamentar no seio.
A opinião da Doutora (pela Universidade Federal do Paraná) está de acordo com a lei...
Dos Emirados Árabes Unidos.

Wednesday, February 21, 2018

Falsas feministas

Beatriz diz que é feminista, mas pede para ser chamada de "senhorita".
Gisele argumenta que a amamentação no seio é obrigação, ao invés de escolha da mulher.
Amy posta que ela acredita que todas as mulheres são capazes de parto vaginal e opõe-se duramente a cesarianas eletivas.  
Patricia reivindica que a licença-maternidade seja de até um ano, assim reforçando papéis sexuais estereotipados (que jogam os filhos nas costas das mulheres) e dando uma banana para o déficit público.  Nunca passou pela cabeça dela que tal medida afeta negativamente a empregabilidade e os salários das mulheres.
Jeanne faz cursos sobre a condição feminina, mas ralha com mulheres que falam de uma maneira assertiva, dura e direta.  Ela não consegue tolerar mulheres que se atrevem a não ser "boazinhas".
Iara toma parte de manifestações feministas, mas já disse que as mulheres são mais capazes de sacrifício do que os homens.  Ela também diz que é "natural" que mães tenham mais deveres do que pais. 
Marília jura que é feminista, mas condena a ambição profissional e financeira nas mulheres.  Ela diz que as mulheres não devem se tornar "opressoras".  Mais:  ela diz também que é "dever" das mulheres defender os "oprimidos", os "fracos" e lutar contra "injustiça social". 
Ema é inteligente, mas pensa que não há problemas em emboscar um homem ficando grávida.


Friday, January 19, 2018

Religiosos Destróem a Democracia

A manipulação da religião como plataforma política está destruindo a democracia e o frágil Estado de Direito no Brasil.
O ingresso maciço de sacerdotes nos cargos eletivos e em postos-chave do Poder Executivo tem provocado retrocesso nas políticas públicas brasileiras e na liberdade da cidadania.
No Congresso Nacional, há uma bancada auto-denominada "Bancada Evangélica", que faz muito barulho, pressão e vivia jogando os governos Lula e Dilma nas cordas.  Não jogava o governo Fernando Henrique porque, àquela época, ainda era pouco expressiva.
Exemplos da atuação dessa bancada:  Estatuto da Primeira Infância, que trouxe a impunidade para bandidas com filhos menores de 12 anos;  a PEC "Cavalo de Tróia", Projeto de Emenda à Constituição 181/2011, que prevê direito à vida "desde a concepção" na Constituição e passa a impedir o aborto se a gravidez decorre de violência sexual;  O Projeto de Lei 6583/2013, que proíbe a adoção de crianças por casais homoafetivos (gays e lésbicas);  PL 478/2007 - Estatuto do Nascituro.

A Constituição da República Federativa do Brasil contém cláusula de estabelecimento:

"Art. 19.  É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;
(...)" 

A vedação aos entes estatais de manterem relações de dependência ou aliança com os cultos religiosos IMPÕE a inelegibilidade de sacerdotes, a proibição de partidos políticos religiosos e o uso de confissão religiosa como plataforma política ou programa partidário.

Porém, o Tribunal Superior Eleitoral NUNCA fez NADA a esse respeito.  É DEVER do TSE negar registro a partidos políticos religiosos e de cassar o registro dos já existentes.
O Ministério Público Eleitoral tampouco faz coisa alguma.

Agora, vejam:  os religiosos estão USANDO as frágeis instituições democráticas para se consolidarem no Poder e destruir a democracia.

Vocês têm dúvida?  Pois vejam esta notícia:

O que isso significa?

Que os "evangélicos" estão dando as cartas na política, segundo sua visão retrógrada de mundo, pautada numa compreensão retrógrada da religião.

Usar a democracia para acabar com ela:  tio Adolfo fez isso no início dos anos 30. 

Wednesday, December 27, 2017

Mensalão de Temer

Esse sujeito diz que o Governo liberar  verba para para os Deputados em troca de apoio à Reforma da Previdência não é illegal.
É sim.  É crime de responsabilidade. É MENSALÃO.
Esse fulano que diz essa asneira insulta a inteligência do povo e chama a todas as pessoas de estupidas.

Thursday, December 07, 2017

Ministério da Educação: inimigo das mulheres

O Ministério da Educação, sob o atual Ministro, José Mendonça Bezerra Filho (DEM-PE),  age como um inimigo das mulheres.


Por quê?

Porque fez o Ministério da Educação excluir da base curricular o combate à discriminação de gênero.  Pior:  o Ministério incluiu esse tema na parte do famigerado ensino religioso, aberração na qual nenhum país minimamente evoluído gasta dinheiro público.

A nova BNCC - Base Nacional Comum Curricular não mais expressa o compromisso de combater a desigualdade/discriminação de sexo/gênero, DEVER da República Federativa do Brasil decorrente de tratados internacionais (Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, ONU, 1979;  Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher, OEA, 1994).

O que o Ministro entende de educação?  Boa pergunta.

Aliás, já que estamos falando no Ministério da Educação, dêem uma olhada na lista de todos os Ministros da Educação que o Brasil teve.

Seria lógico que a maioria desses Ministros viesse do professorado, certo?  Profissionais da educação, pó de giz, ou vocês ramapitecos discordam?

Pois bem!  No Brasil, mais de 70% (SETENTA por cento) dos profissionais da Educação são...  mulheres!

Na   educação básica, são 81,5%.   No  ensino médio , 64,1% dos professores são mulheres.

Não é LÓGICO que a maioria dos Ministros da Educação do Brasil fosse do sexo feminino? 

Só não é lógico na cabeça de bandido, canalha, misógino e cretino.

Agora, vejam a lista dos últimos Ministros de Educação, desde 1982 (segue no final desta postagem).

Só UMA mulher.  Por que escolhi 1982 como marco?

Porque foi o ano no qual a PRIMEIRA mulher foi nomeada para ser Ministra da Educação, a jurista e professora Esther de Figueiredo Ferraz.


Quem nomeou?

O então Presidente João Batista de Oliveira Figueiredo, General do Exército, último Presidente da ditadura militar.  Ah, os militares, esses machistas...  Antes de continuarmos com essa conversa de papagaio, vamos dar uma olhada nos Ministros da Educação POSTERIORES ao último milico Presidente?

NENHUMA mulher.  Sarney não nomeou nenhuma mulher dentre seus 5 Ministros da Educação. Collor, o primeiro eleito após a ditadura, nomeou 3 homens.  Itamar nomeou um homem.  FHC, professor, esposo de uma Professora Doutora, Ruth Cardoso, manteve um homem durante seus 2 mandatos.  Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, partido que sempre se apresentou como aberto ao Feminismo e teve/tem até hoje quadros feministas importantes, nomeou 3 homens.  Dilma Roussef, primeira mulher Presidente do Brasil, nomeou 6, SEIS Ministros da Educação:  todos homens.  Aliás, seu governo foi marcado pela indiferença e despreparo no trato dos direitos das mulheres.

Agora xinguem o Presidente Figueiredo e os militares em geral.

Estou fazendo apologia de ditadura?  Nunca.  Estou fazendo o que devo:  criticar discursos prontos, vazios, que propagam falsas verdades.  E lembrando a TODAS do fato histórico in-ques-tio-ná-vel: apesar de a esmagadora maioria dos professores brasileiros ser mulher, até hoje só tivemos UMA mulher Ministra da Educação, em 1982, nomeada por um MILICO.

A verdade é que nossos "democratas" não são democratas porcaria nenhuma.

Porque a EXCLUSÃO das mulheres da política NÃO É DEMOCRACIA, é DITADURA masculina.

Acordem, estrupícios.

Ah, segue a lista do MEC, desde 1982.


Nova República (6ª República)

33 Esther de Figueiredo Ferraz 24 de agosto de 1982 15 de março de 1985
Nome Órgão Início Fim Presidente
34 Marco Maciel Ministério da Educação 15 de março de 1985 14 de fevereiro de 1986 José Sarney
35 Jorge Bornhausen 14 de fevereiro de 1986 5 de outubro de 1987
Aloísio Guimarães Sotero (interino) 6 de outubro de 1987 30 de outubro de 1987
36 Hugo Napoleão do Rego Neto 3 de novembro de 1987 16 de janeiro de 1989
37 Carlos Corrêa de Menezes Sant'anna 16 de janeiro de 1989 14 de março de 1990
38 Carlos Chiarelli 15 de março de 1990 21 de agosto de 1991 Fernando Collor
39 José Goldemberg 22 de agosto de 1991 4 de agosto de 1992
40 Eraldo Tinoco 4 de agosto de 1992 1 de outubro de 1992
41 Murílio de Avellar Hingel 1 de outubro de 1992 1 de janeiro de 1995 Itamar Franco
42 Paulo Renato Souza 1 de janeiro de 1995 1 de janeiro de 2003 Fernando Henrique Cardoso
43 Cristovam Buarque 1 de janeiro de 2003 27 de janeiro de 2004 Luiz Inácio Lula da Silva
44 Tarso Genro 27 de janeiro de 2004 29 de julho de 2005
45 Fernando Haddad 29 de julho de 2005 1 de janeiro de 2011
1 de janeiro de 2011 23 de janeiro de 2012 Dilma Rousseff
46 Aloizio Mercadante 24 de janeiro de 2012 2 de fevereiro de 2014
47 José Henrique Paim 3 de fevereiro de 2014 1º de janeiro de 2015
48 Cid Gomes 1º de janeiro de 2015 18 de março de 2015
Luiz Cláudio Costa (interino) 18 de março de 2015 6 de abril de 2015
49 Renato Janine Ribeiro 6 de abril de 2015 1 de outubro de 2015
50 Aloizio Mercadante 2 de outubro de 2015 12 de Maio de 2016
51 Mendonça Filho Ministério da Educação e Cultura 12 de maio de 2016 Michel Temer

Saturday, November 11, 2017

Aborto: Brasil entre os mais atrasados

A lei brasileira é uma das mais duras do mundo no assunto aborto.  Das mais atrasadas.
O mapa das leis de aborto no mundo é a prova do que eu digo.
No mapa, vermelhos são os países mais restritivosverdes, os  menos restritivos.
O Brasil está o  grupo vermelho, na companhia de Irã, Iraque, Síria e da maior parte da África Subsaariana.  Confira abrindo o link:
Nos países do G7 o aborto é permitido.
Grã-Bretanha - permitido (1967 Abortion Act);
França - permitido;
EUA - cada um dos 50 Estados tem autonomia para dispor sobre o assunto.  Em regra, permitido.  Não tem havido presidente ou justice da Suprema Corte que derrube o Roe vs. Wade, de 1973, quando a Suprema Corte decidiu que a decisão de abortar diz respeito à privacidade da mulher;
Itália - permitido desde os anos 70, e não há papa que vença as italianas;
Japão - permitido;
Canadá - permitido;
Alemanha- permitido.  A Corte Constitucional alemã decidiu que a Constituição protege o feto, mas que o Parlamento tem o poder de não punir o aborto, se praticado dentro do primeiro trimestre de gestação (Lei do Aborto na Alemanha - texto em inglês).

Voltando ao mapa - link acima - observem que os países verdes, menos restritivos, coincidem com os mais ricos e desenvolvidos do mundo:  EUA e Canadá;  toda a Europa, exceto Irlanda e Polônia;  Austrália.

Dos países membros dos BRICs, Rússia, China e África do Sul são verdes, figurando no grupo dos menos restritivos do mundo;  Índia figura no grupo salmão, um pouco mais restritivo que os verdes, mas ainda assim prevendo várias possibilidades de aborto legal, como má formação fetal;  o mais restritivo dos BRICs é o Brasil, do grupo vermelho.

Conforme consulta às leis disponibilizadas no mapa, são de países BRICs as leis de aborto que mais respeitam a mulher.  A lei da Rússia prevê o limite de 12 semanas  para o aborto voluntário por iniciativa da mulher, que "tem o direito de decidir com independência a questão da maternidade".   A lei russa é objetiva e de fácil compreensão.  A lei da África do Sul também prevê o limite de 12 semanas  para o aborto voluntário por iniciativa da mulher, que pode ser praticado não só por médico(a), mas também por parteira(o) que tenha completado o curso de treinamento prescrito.  A lei sul-africana é mais extensa e detalhada do que a russa, mas, a exemplo da última, afirma que nenhum outro consentimento será exigido, senão o da mulher grávida.

O Mapa da Lei do Aborto no Mundo permite as seguintes conclusões:

a)  Países mais pobres e atrasados têm leis de aborto mais restritivas;
b) países mais ricos e avançados têm leis de aborto menos restritivas;
c)  o Brasil tem uma das leis de aborto mais atrasadas do mundo e é o mais atrasado dos BRICs nessa questão.